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Devir/dançar

Novembro 1, 2012

O devir/dançar desta quinta traz a dança pela imagens estáticas das lentes de um fotografo. Captar as partículas luminosas que rodeiam @ dançarin@ e parar este tempo no movimento que caracteriza uma dança. Parar a dança pela foto, sem que ninguém precisa parar de dançar.

Estas fotos abaixo foram feitas por Belinda Strodder, uma fotografa australiana que se diz obssecada com em fotografar espetáculos e ensaios de dança. Então vejamos muitas fotografias da dança pela terra do canguru.

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Devir/Dançar

Outubro 25, 2012

Nosso devir dançar desta quinta traz uma relação que sempre esteve presente na dança e para ela é imprescindível: o envolvimento música-dança… Sempre esta associação esta presente sendo a dança o movimento que a música faz vibrar dento de cada um.

Desta vez não se trata nem de dança, nem de música clássica. Trata-se de algo que melhor não ser definido. A música é da banda islandesa Sigur Rós que mistura as guitarras com arcos de violino e produzem sons. E sons… A leveza pesada de suas músicas é utilizada por vários coreografos  e dançarinos para suas composições de movimento. Porém os vídeos selecionados são os oficiais da banda que mostram a tênue linha que une os movimentos e o som.

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A dança erotizante de Fjögur píanó

O belo número de dança além do autis(si)mo Svefn-g-englar

A dança da vida em sua velocidade e repouso de Varðeldur

A dança do homem e natureza em Valtari

Uma outra versão dançante de Fjögur píanó

Devir/Dançar

Outubro 18, 2012

O nosso Devir/Dançar desta quinta traz em cartaz um novo cinema que trabalha a dança em sua produção. Desta vez ele mescla diversos tipos dançantes, desde a dança popular, a circense, até a chamada dança clássica em uma só película. Seu trabalho coreográfico é lembrado até os dias de hoje.

Há também um fatop que chama a atenção que é a presença de bailarinos profissionais e o uso de animação com dança. Então senhoras e senhores o espetáculo da dança pelicular começou.

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Imagine um filme onde não há falas entre os personagens, e todos os movimentos são repletos de diferentes passos de dança feitas em alguns estilos de música. Se você pensou em um cinema italiano fica pra próxima. Trata-se de uma produção infelizmente inferior. Porém tem algum valor dentre suas escolhas, se perdendo apenas quando escolhe se produzir em grande parte dentro da sociedade do espetáculo.

Podemos ainda dizer que a direção, sendo de um já consagrado nome no cinema coreografando e dirigindo várias obras que ficaram famosas como filmes dançantes norte-americanos. Obviamente, se falamos na produção espetacu-lante, é trabalho nada muito novo e criador. Tentemos lapidar alguma imagem, pois

CINESQUIZO E DEVIR/DANÇAR

ENUNCIAM

 CONVITE PARA DANÇAR

Titulo Original: Invitation to the dance

Ano: 1956

Diretor: Gene Kelly

País: Estados Unidos
Duração :92 minutos
Este filmespetáculo é dividido em três partes ou histórias: a primeira chamada “Circo” (Circus) conta a história de um Pierrot apaixonado por uma bailarina que por sua vez é apaixonada pelo equilibrista. Há muitas cores e danças que estão ligadas ao espirito do circo, do carnaval com suas máscaras, arlequim, colombina e do teatro da comédia dell’arte. Os saltibancos e os espetáculos em praças, feiras e ao céu aberto e durante o dia dão lugar a noite, período em que a alegria do amor vital diurno é substituida pela tristeza de uma desilusão amorosa noturna.
A segunda história “Ring Around the Rosy” é sobre um bracelete que é perdido e que gera uma grande confusão, além de um belo dueto de danças clássicas. A última parte “Simbad, o marinheiro” (Sinbad, the sailor) conta a história de um marujo que vai se envolver em aventura nos sete mares e palácios reais, além da busca para encontrar a princesa. Esta última parte conta com animações da Hanna e Barbera que contracena com os atores.
O que pode ser considerado um dos poucos pontos alto deste filme é a presença de dançarinos consagrados como o bailarino soviético Igor Youskevitch que faz o amante na primeira cena e que é um dos maiores nomes masculinos do balé, tendo dançado ao lado de Alicia Alonso. Há ainda a presença de Carol Haney dançarina do espetáculo “the Pajama Game”, que consagrou Bob Fosse e  Tamara Toumanova que é conhecida como a pérola negra do balé russo, que estudou em Paris, se juntou ao balé de George Balanchine (Ballets Russes de Monte Carlo) e ainda a bailariana americana Diana Adams .
Diana representa a bailarina pela qual o pierrot se apaixona na primeira cena, Carol a Scheherazade de Simbad e Tamara a garota das escadas em ‘Ring Around the Rosy’. O diretor Gene Kelly que é bastante conhecido no cinema americano por suas coreografias e principalmente por Cantando na Chuva (Singing in the Rain) de 1952, o filme que   atuou, dirigiu e lhe projetou como um astro.
Nesta produção Gene Kelly atua nas três partes : como Simbad, como o marinheiro da segunda parte e ainda como o palhaço no circo. Suas coreografias são simples, mas marcantes, e isto lhe trouxe bastante reconhecimento em seus filmes.
Apesar da coreografia bem ensaiada, da presença de consagrados bailarinos e também a interação atuação-animação, este é um filme que não chega perto das imagens novas de um cinema. Ele se mostra interessado no espetáculo que é reproduzido para as massas e que não possui qualquer coisa de nova ou com capacidade de mudança.
Os musicais hollywoodianos reproduzem os mesmo movimentos que  já nascem velhos, a mesma espetacularização da Broadway que não cria nada, apenas induz ao gerenciamento de uma zona de espetacularização da falsa arte, onde a ilusão do novo é construida através da identificação e sedução. Não há nenhum choque ou a violência do novo.
Quanto a dança não poderia ser diferente. Apeser do título convite para dançar, este convite é para repetir os movimentos não-criativos e já constituidos do grande e$petáculo dos filmes musical-dançante das décadas de 50, 60. Embora Gene Kelly tente a produção da dança não se distancia da espetacularização da dança, não tendo a força imergente de assistir um novo balé, uma dança de rua, ou uma dança tribal.
Para os que buscam o espetáculo, o filme Convite para dançar, não decepciona, pois se adequa as visões já pre-estabelecidas pelos olhos já espetacularizados. Agora se for buscar neste um cinema, difícil é não se sentir efadonho e usado por estas imagens. Na próxima traremos um kinedanse legitimo

Devir/Dançar

Outubro 4, 2012

O devir/dançar quintaneiro prossegue sua produção dos bailados desta vida trazendo as conexões artísticas que se entremovimentam. Desta vez trazemos  a dança retratada a partir da arte. Mas não pinturas e sim gravuras (muitas dela em água-forte ou xilogravura).

E estas gravuras são importantes pois retratam uma das bases dos povos americanos e na produção de sua cultura. Trata-se da dança entre outros costumes trazidos pelos negros da África e que até hoje se faz vivo nas tradições culturais, religiosas e dançantes.

As obras de arte desta edição se volta a América Central, na bela ilha revolucionária de Cuba que teve uma grande presença negra (a partir da escravidão) e que se engendrou em diversas práticas culturais da ilha como a santeria, a culinária cubana, a rumba, e outros bailes….

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CLIQUE PARA AMPLIAR

Frédéric Mialhe ou Federico Mialhe (francês que morou em Cuba entre 1838 – 1854) – Dia de Reyes (Dia dos Reis), c. 1851

Costume de 12 dia em Havana, Cuba (Twelfth Day Custom At habana)  publicado no  The Illustrated London News (Jan. 15, 1848), vol. 12, p. 26

Dança Negra em uma Plantação Cubana (Negro Dance on a Cuban Plantation) publicada em Harper’s Weekly (Jan. 29, 1859), vol. 3, p. 73

A Festa dos negros em Havana, 1869(La Fiesta de los Negros en La Habana, Cuba) .Festa celebrada em 6 de janeiro durante a escravidão principalmente.

DEVIR/DANÇAR

Setembro 27, 2012

Nosso Devir/Dançar continua seus caminhos pela produção artística da dança e hoje completa a segunda parte da história da dança clássica, envolvendo um dos maiores nomes da história do balé que foi responsável pelo desenvolvimento de um método conhecido e difundido mundialmente.

Sua importância no mundo da dança está além de sua produção nos palcos, mas nas salas de ensaio, onde foi professor da maioria dos grandes mestres do balé russo em sua fase clássica e imperial. Trata-se de Cecchetti, bailarino e professor que leva seu nome para um método, assim como a russa Vaganova.

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Enrico Cecchetti foi um virtuoso bailarino italiano  conhecido como o maior professor de balé da  história, principalmente a partir de suas  contribuições para a técnica clássica no método que  leva seu nome, o Método Cecchetti.

Nascido no dia 21 de junho de 1850 em um vestiário  do Teatro Tordinona em Roma, ele foi filho dos  dançarinos Cesare Cecchetti e Serafina Casagli . Sua primeira aparição no palco foi aos 5 anos quando dançou com sua família nos Estados Unidos em 1857. Ele foi pupilo de Giovanni Lepri, que tinha estudado com Carlo Blasis, e logo foi notado especialmente por suas piruetas (pirouettes) e fouetté.

Durante uma carreira de mais de 30 anos, Enrico Cecchetti se apresentou extensivamente em paises como Estados Unidos,Inglaterra, Dinamarca, Noruega, Alemanha e Rússia. Ele criou os dois papeis de Carabosse e do Pássaro Azul em “A bela adormecida” de  Pyotr Ilyich Tchaikovsky e foi considerado um revolucionário na imagem do bailarino na Rússia nas últimas duas décadas do século XIX.

Em 1887 Cecchetti foi apontado como segundo  bailarino mestre da Escola Imperial Russa de Ballet  e foi para o Teatro Mariinsky (hoje Academia Estadual Kirov de Ópera e Ballet).

Enrico Cecchetti e Flore Revalles em Shéhérazade

Entre 1890 e 1902 ensinou muitos alunos da Escola Imperial e associados. Em 1892 assumiu a posição de professor na EscolaImperial de Dança em São Petesburgo. Ele se tornou bailarino mestre da Escola Imperial de Dança em São Petersburgo. Logo ele se torna mestre de Balé na Escola Imperial de dança em Warsaw em 1902 e daí em diante se juntou aos Balés Russos de Serge Diaghilev como professor e mestre de balé.

A influência como maestro foi significante quando  ensinou e trabalhou com dançarinos além de  coreógrafos renomados como Mathilda Kchessinska,  Olga Preobrajenska, Anna Pavlova (quem ensinou de  forma particular entre 1907 e 1910), Tamara  Karsavina, Michael Fokine, Adolf Bolm, George  Balanchine, Vaslav Nijinsky e Leonide Massine.

Cecchetti com suas alunas

Em 1918 Cecchetti começou a se cansar de viajar e  se cansou de viajar se estabelecendo junto com sua  esposa, a dançarina Guiseppina de Maria,em Londres, onde criou uma escola no número 160 da Shaftesbury Avenue. Seu treinamento era fundamental para os trabalhos de Ninette de Valois, Marie Rambert, Frederick Ashton e Antony Tudor e ainda é reconhecido nos trabalhos de David Bintley e outros coreógrafos de ballet como sua estudante Alicia Markova.

Cecchetti retornou a Itália e em 1925, a pedido do  condutor Arturo Toscanini, dirigiu a Escola de Balé  do Teatro La Scala em Milão onde ele tinha dançado  55 anos anteriores. Lá ele ensinou Serge Lifar que  se tornaria a principal figura na evolução do balé  moderno francês.

Enrico Cecchetti e Serge Lifar

Enrico Cecchetti parou sua produção bastante forte,  ensinando na Itália em 13 de novembro de 1928 – deixando seu legado para dança- seu método de treinamento. O método Cecchetti foi codificado e publicado em 1922, sendo até hoje um dos principais métodos estudados em todo mundo, tendo na Inglaterra a Cecchetti Society desde 1922 e nos Estados Unidos a Cecchetti Council of America desde 1939.

Seu método trata-se de um sistema de treinamento do balé clássico em cinco posições e sete movimentos de balé clássico. Ele é designado estritamente sob as leis da anatomia e reforça dois ingredientes oficiais: desenvolvimento técnico e artístico em um dançarino e reação sensitiva e musical de todos os movimentos do bailarino.

Cecchetti planejou um programa equilibrado de estudo que assegura que cada movimento e passo do repertório exigido pelo dançarino é coberto.

Estes e outros intermináveis Princípios da Dança clásica de Cecchetti estão contidos no método que imbui o dançarino com a simplicidade de estilo, pureza da linha e uma notável musicalidade e teatralidade.

 “Há o velho Cecchetti, mestre de todos nós,

                                                que carrega a tocha do classicismo.”                                                       

Sergei Diaghilev

Enrico Cecchetti e Anna Pavlova

 

Anna Pavlova ensinada por Enrico Cecchetti

Devir/Dançar

Setembro 20, 2012

Nosso devir/dançar desta quinta mostra a dança a partir do olhar dançante da lente fotografica de Dane Shitagi, uma fotógrafa de dança.

Estas fotos trazem uma dança que liga o homem com o seu natural, pois o homem e a dança também são a natureza, assim como o livre mover é a regra constante, e o bloqueio do corpo a grande excessão. Então baile nestas imagens.

Fotos da série The Ballerina Project

Devir/dançar

Setembro 6, 2012

E com toda alegria do viver a coluna deviriana das quintas continua seus bailados pela dança e artes afins. Desta vez trazemos um ritmo musical conhecido por sua dança e assim como os demais ritmos caribenhos e latinos possui muita alegria nos cantos e gingados. Trata-se do reggae, uma das produções feitas na ilha da Jamaica, que produziu diversos ritmos como o dub, Kumina, Niyabinghi e ska.

E como as coisas mudam nos ritmos e passos trouxemos um panorama do reggae entre os anos 60 até hoje. Percebe-se que o início (quando no Ska impera a 1st wave, ou primeira onda) a dança se assemelha ao ritmo difundido pelo mundo por Bob Marley, Peter Tosh, Jimmy Cliff, etc. Na produção de hoje vemos alguns vídeos do “Campeonato mundial de dança reggae”, onde percebemos uma grande mudança ritmica e melódica, imperando os movimentos mercadológicos. Infelizmente ainda há pouco material históricos por aí…

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Devir/Dançar

Agosto 30, 2012

O devir/dançar quintalzeiro continua sua colcha rizomática da dança em todas as artes além de si. Como sempre buscamos amplicar o alcançe da dança sempre que possível colocando como uma produção da grande arte da vida. E neste encontro sincopado trazemos a infidavel busca da dança e da pintura. E prometemos muito mais conexões…

Desta vez vamos ver a dança na arte brasileira do início do século XIX, mais especificamente no que se refere aos viajantes estrangeiros.  Hoje trazemos a dança a partir da arte do viajante alemão Johann Moritz Rugendas que fez uma Viagem Pitoresca Através do Brasil, que é o título de seu livo de viagem onde publicou em 1835 suas pranchas de desenhos e pinturas. O título original do livro é Voyage pittoresque dans le Brésil.

Confira algumas destas pranchas que retratam as danças no período do Brasil Imperial e Regencial (período em que foi publicado). Percebe-se que a grande parte das danças retratadas são negras incluindo os antepassados do samba como o Lundu, o Batuque e a ginga da Capoeira.

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CLIQUE NAS IMAGENS PARA AMPLIAR

Johann Moritz Rugendas- Dança Batuque (Danse Batuca). Veja outra versão e esta mesma colorida.

Johann Moritz Rugendas- Batuque em São Paulo (Batuca a St. Paul). Veja também um desenho feito pelo contemporâneo do pintor Denis Ferdinand e a versão colorida de Rugendas.

Johann Moritz  Rugendas- Jogar Capoeira ou Danse de Guerre- Painting by João Mauricio Rugendas, 1835.

Johann Moritz  Rugendas-  Festa de Santa do Rosário, patrona dos negros (fete de ste. rosalie, patrone des nègres ) celebração em Minas Gerais.

Johann Moritz Rugendas- Dança Batuque. Costumes do Rio de Janeiro

Johann Moritz Rugendas- Dança Lundu (Danse Landu). Veja uma versão reduzida e a versão colorida desta obra.

Johann Moritz  Rugendas- Danse des purys

Devir/dançar

Agosto 23, 2012

Nossa coluna Devir/Dançar traz hoje mais uma página da história da dança clássica, envolvendo esta vez um grande nome da história do balé. Grande não apenas em seu trabalho de palco e performances, mas grande devido a sua importância em toda a concepção que hoje temos do ballet.

Trata-se de uma mulher que criou um dos mais importantes métodos de balés e cujo os ensinamentos são usados até hoje em todos os países onde há o estudo de balé. Trata-se de Agrippina Vaganova, criadora do conhecido e difundido Método Vaganova de Ballet que foi elaborado na Rússia e formou grandes bailarinos em todo mundo.

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Agrippina Yakovlevna Vaganova foi uma distinta bailarina, coreografa e  bailarina russa. Ela criou seu próprio método de ensino do ballet, o  Método de Balé Vaganova, enquanto seu livro “Princípios básicos do  Balé Clássico” (1934), é ainda respeitado como um dos padrões na  instrução do balé. Nele Vaganova deliniou suas idéias sobre a técnica  e pedagogia do balé.

Nascida no dia 26 de junho de 1879, em São Petersburgo, filha de um  lanterninha do Teatro Mariinsky e foi exposta ao balé desde cedo. Ela  atendeu a Escola Imperial de Balé se graduando em 1897, sendo aluna de  Lev Ivanov, Ekaterina Vazem, Pavel Gerdt e Nikolai Legat. Então entrou  no mesmo ano para o Corpo de Balé de Mariinsky.

O talento de Vaganova foi logo reconhecido pelo coreografo veterano  Marius Petipa. Ela se tornou conhecida pelos críticos como “Rainha das  variaçãoes ” de tão brilhante que eram seu solos em  Coppelia,  Don  Quixote, The Little Hump-backed Horse e nos papéis de Odette-Odile  (Lago dos cisnes), the Mazurka. Vaganova  recebeu o titulo de  Bailarina em 1915, um ano antes de sua performance de despedida.

Agrippina Vaganova ensinando Anna Pavlova

Pouco antes da revolução russa de 1917, Vaganova deixou o palco e  passou a lecionar. Por um tempo ela deu aulas na escola particular de  Balé Russo de Andru H. Volinsky, mas depois se transferiu para a  escola coreográfica de Leningrado. A partir de 1921 Agrippina Vaganova  ensinou os três ultimos níveis da Academia Coreográfica de Leningrado.

Entre 1931 e 1937 a bailarina teve a posição de diretora artística do  Balé GATOB, posteriormente chamado Ballet Kirov. Durante este período  ela montou suas versões de O lago dos Cisnes (1933) e Esmeralda (1935)  que inovava particularmente no virtuoso pas de deux no segundo Ato  “Diana e Actaeon”.Enquanto isso,Vayonen montou As chamas de Paris e  Zakharov produziu A fonte de Bakhchisarai . Estes balés do período  Vaganova ainda são considerados clássicos vivos. Em 1936 ela recebeu o  título de Artista da Federação Socialista da República da Rússica.

Contudo o que foi de real importância- O Método Vaganova, que foi  desenvolvidos ambos nas salas de ensaio de Teatro Kirov (Mariinsky) e  na Escola Coreográfica Leningrado, agora Academia de Balé Vaganova.  Nesta época o balé russo era dominado pelo velho estilo imperial- uma  plasticidade romantica aliada com a bravura italiana- e misturando a  movimentos atléticos e acrobáticos do balé russo, para formar o que se  tornaria conhecido como seu método. Este não isolava uma parte  particular do corpo, mas treinava-o como um todo harmônico e dava uma  atenção ao desenvolvimento das costas, permitindo fazer saltos  elevados e manobras no ar. Ao invés de vagas correções dadas aos  pupilos, e usando uma análise da musculatura, Vaganova deu correções  precisas para a colocação própria. Podemos dizer que Vaganova também  aprendeu muito observando Enrico Cecchetti e sua estudante, a prima  ballerina Olga Preobrajenska.
 

Durante 30 anos que ela passou ensinando balé e pedagogia, desenvolveu  uma precisa técina e sistema de instrução. De seu ensino emergiram  bailarinas brilhantes. A primeira, em 1925 foi Marina Semeonova, uma  bailarina de grande profundidade e eloquência. Logo seguiram outras  personalidades e talentos, mestrandos da Escola Vaganova.Olga Jordan  foi brilhante e doce, Galina Ulanovsa trouxe mais a suas performances  do que perfeição técnica- ela revelou profundezas não realizadas em  seus velhos papéis e quando notícias de sua fama alcançaram Josef  Stalin, ele ordenou sua transferência para o Balé de Bolshoi, onde ela  se tornou a estrela ou prima ballerina assoluta durante 16 anos. Outra  estudante de Vaganova- Tatiana Vetcheslova com seus dons de uma atriz  alcançava as alturas nas partes cômicas e dramáticas. Natalia  Dudinskaya, a mais amada das pupilas de Vaganova se tornou a estrela  do balé de Leningrado, e além de sobressair nos balés tradicionais ela  criou muitos papéis em repertórios modernos. Alla Shelest podia  transmitir a mais sutis nuâncias psicológicas.

Cada primavera trazia adiante uma nova bailarina de brilhantismo  superador instruido por Agrippina Vaganova. Em 1950 Alla Osipenko se  graduou pela escola. Sua beleza primorosa de linha não tinha igual. Em  1951 o último pupilo de Vaganova apareceu: Irina Kolpakova, uma  dançarina cujo refinamento ainda é lembrado hoje. Porém no dia 5 de  novembro deste mesmo ano Vaganova parou sua produção e ensino em  Leningrado.

Seu método de ensino foi preservado por instrutores como Vera  Kostrovitskaya. Em 1957, a escola foi nomeada “A Academia de Balé  Vaganova”, em reconhecimento da realização da professora e bailarina.  Há na entrada da Academia russa de Balé um retrato escultural que  guarda o nome Vaganova.


 

Devir/Dançar

Agosto 16, 2012

Nosso devir/dançar desta quinta-feira traz toda a beleza que a dança representa através do congelamento do movimento pela fotografia. Já trouxemos diversos posts com maravilhosos fotógrafos nacionais e internacionais que colocam pela suas objetivas o registro de momentos fabulosos da dança.

Desta vez trazemos um dos grandes nomes da fotografia de dança, que começou sua carreira fotográfica na guerra do Vietnam e hoje se dedica a registrar apenas a dança. Trata-se do americano Richard Calmes que descobriu o prazer de fotografar os dançarinos pela filha que dançava. As imagens abaixo são da série “Out there” que retrata a dança ao ar livre e em diversos lugares.


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